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3 de Dezembro de 2021

Projeto de Lei revigoriza futebol amador em São José dos Campos.

A iniciativa do Vereador Renato Santiago valoriza o esporte amador da cidade.

Alexis Gabriel Madrigal, Gestor Público
há 10 dias

Foto: Vereador Renato Santiago - Câmara de São José dos Campos.

O futebol é um esporte de grande difusão no Brasil. Além de ser um instrumento de entretenimento e lazer, é tido como um elemento importante da cultura brasileira. A prática de forma amadora, é pautada no lazer e traz como objetivos o prazer e a diversão, além de ser um meio que possibilita aos jovens refletir sobre sua realidade e suas práticas cotidianas, reconhecendo suas possibilidades de se desenvolver como sujeito de direito e de se tornar protagonista no que diz respeito às ações que busquem sua promoção social e a construção e o exercício da cidadania ativa.

Um exemplo de iniciativa neste sentido é o Projeto de Lei 537/2021 que institui o calendário anual de Futebol Amador do município de São José dos Campos, de autoria do nobre Vereador Renato Santiago. O projeto detém um grande potencial e pode atuar como caminho para o desenvolvimento da cidadania nas comunidades locais.

É notável na iniciativa do parlamentar o destaque do esporte participação, que é a dimensão social do esporte respeitado com o princípio de prazer lúdico, e que tem como finalidade o bem estar social dos seus praticantes. Em outras palavras, é uma preocupação pertinente com os cidadãos e o desenvolvimento das comunidades locais.

O futebol amador envolve famílias, amigos, comunidades inteiras, é uma prática que revive e descobre valores, promove um papel de integração social é visto como uma forma de lazer, principalmente para as pessoas de classe baixa, por se tratar de uma prática que não exige muitos recursos.

Para Silva (2011):

O futebol profissional tem como ênfase a perspectiva do trabalho, visando a busca de resultados e de um meio de sustento, enquanto o amador é pautado no lazer, e traz como objetivos o prazer e a diversão. O futebol amador caracteriza-se por sua prática não profissional, porém seu surgimento está vinculado a profissionalização o futebol.

Para Marques:

O futebol, quando incentivado, seja em periferias ou centros urbanos, faz com que os seus praticantes se sintam valorizados em relação ao local em que vivem, dando-lhes o sentimento de pertencerem a uma sociedade integrada” (MARQUES, 2008, p. 9).

A Constituição de 1988 e o Estatuto da Criança e Adolescente fomentam, respectivamente, como direito do cidadão brasileiro, práticas desportivas formais e não formais (BRASIL, 1988) e o dever dos municípios, estados e União, o estímulo e a oportunidade de programações culturais, esportivas e de lazer, voltadas para a infância e a juventude (BRASIL, 1990).

O futebol é uma prática desfrutada para o lazer e, sendo o lazer um direito de todos, pode-se inferir que o futebol tem como competência também ser de interação e inclusão social. Sendo assim, a prática do futebol encontra-se intrinsecamente vinculada ao desenvolvimento das comunidades e realidades socioculturais do país e segregá-lo é ampliar as questões de exclusão social e, por outro lado, implementá-lo nas comunidades vulneráveis pode ser uma forma capaz de alcançar mais inclusão.

Conclusão:

O futebol é visto como um esporte que contribui para melhorar a relação do indivíduo com outras pessoas, tanto por parte dos jogadores em campo, quanto dos torcedores que se “unem” por uma mesma emoção.

Os resultados obtidos até o momento, provenientes desse futebol, são adolescentes que passaram a procurar informações sobre saúde, educação (aumento significativo do número de adolescentes matriculados) e profissionalização.

Entendo que é um meio de socialização: auxilia pela atividade coletiva o desenvolvimento da consciência comunitária; é uma atividade de prazer; ativa para os praticantes e passivas para os que assistem aos espetáculos esportivos; exerce uma função de coesão social, representando simbolicamente o corpo esportivo da nação e desempenhando um papel de compensação, pelo prazer, contra o excesso de industrialização.

Referências:

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da Republica Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.

MARQUES, M. O. Futebol: perspectiva de inclusão e ascensão social. Uberaba, 2008.

SILVA, Joanna Lessa. Fontes. Futebol: amadorismo em tempo de profissionalismo. Revista de Ciências Sociais. Fortaleza. V.42, n.1jan/jun,2011,p.64-76.Disponível em:< http://www.periodicos.ufc.br/revcienso/article/view/446/428>; Acesso em: 02 jun. 2019.

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